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Andar com Fé – Reunião 05/02/2011

18/02/2011

A 10ª Reunião dos Iluministas foi muito enriquecedora e lançou a todos nós um aprofundamento de nossas próprias bases filosóficas. Falar de fé não foi debater apenas os caminhos que a religião levou as doutrinas e dogmas ao longo dos séculos, foi reavaliar o que nós mesmos acreditamos, o quanto estamos influenciados pela nossa cultura e egoísmos, e nortear este crer no além com o que grandes pensadores e cientistas têm a acrescentar sobre isso.

Formando um quadro de ideais, os quatro participantes alternaram na exposição de suas crenças e vivencias que fossem relacionadas ao tema. A liberdade imperou em todo momento e permitiu que cada um dos quatro lados do quadrado expusesse até mesmo raízes muito particulares sobre o tema que envolve completamente a vida de todo individuo.

A Fé é claramente apresentada como um Norte imperativo que vai determinar boa parte dos princípios e valores que vão montar o caráter e ordenar ações de cada indivíduo. Isto é Fato! Mesmo aqueles que se apresentam como céticos, querendo ou não acabam prendendo sua vida num circulo de negação e dúvida, mesmo que a certeza do conhecimento seja clara para estes, a falta de propósito e a incessante perturbação de tentarem convencê-los de que estão errados, torna-se cansativo e estafante a busca por argumentos e preparo para debates e justificativas de seus ideais e centralizam a vida destes nessa temática para sempre.

Segundo Sam Harris em Carta a uma Nação Cristã, leitura proposta no tema, os céticos/ateus não são perdidos, pessoas más, perturbados ou ímpios como a Bíblia os renega. Ele prova que este conceito não passa de preconceito.

Primeiramente, fomos ponderados e buscamos conhecermo-nos melhor. Cada participante contou o que viveu e o que levou a crer no que Crê hoje. Vimos que os autores deste debate hoje são:

1 – Católico -> Deísta

Deístas

Os deístas acreditam na existência de um Ser Superior (ou Deus), e defendem que a existência de Deus pode ser compreendida por intermédio da razão. Contudo, os deístas, geralmente, não seguem qualquer religião denominacional. Para o deísta, as pessoas devem assumir a responsabilidade pelos seus atos, e procurarem a felicidade nesta vida terrena, ao invés de aceitarem os tormentos das injustiças sociais em procura de uma vida eterna de caráter duvidoso. Os conceitos de “inspiração” e “revelação divina” não são negados, mas o deísta entende que estes acontecimentos são pessoais e específicos para quem os recebeu – se realmente os recebeu.

2 – Católica -> Evangélica -> Amor

O Amor transcende as questões religiosas e pode exibir o lado mais puro da Fé. Tudo que é baseado no verdadeiro amor reflete algo divino.


3 – Católica ->  Seicho No Ie

Seicho-No-Ie

Seicho-No-Ie (Lar do Progredir Infinito, numa tradução livre) é uma filosofia/religião de origem japonesa.

Monoteísta, enfatiza o não sectarismo religioso, as práticas de gratidão à família e a Deus, e o poder da palavra positiva que influencia na formação de um destino feliz.

4 – Católico -> Evangélico -> Centro Espírita -> Agnóstico

Agnosticismo ateísta

Contrariamente ao agnóstico teísta, o agnóstico ateísta é alguém que assume não ter conhecimento da existência de deuses e não tem fé na existência de qualquer um. As bases filosóficas do agnosticismo foram assentadas no século XVIII por Immanuel Kant e David Hume, porém só no século XIX é que o termo agnosticismo seria formulado. Seu autor foi o biólogo britânico Thomas Henry Huxley numa reunião da Sociedade Metafísica, em 1876. Ele definiu o agnóstico como alguém que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida.

Destacando e sugerindo um aprofundamento na Escola de Frankfourt, com Nietzsche e Sartre, podemos iniciarmos nos conhecimentos a cerca do Desconstrutivismo e as visões do ateísmo. Ponderamos internamente se este caminho será capaz de abalar nossa Fé.

Por mais que os participantes tivessem formas diferentes de Fé, constata-se que todos passaram por uma reavalição dos seus preceitos a respeito de Deus durante a adolescência. Cada um explicou que buscou em diversas linhas de pensamento alguma resposta que o levasse a um entendimento e evolução sobre o pós-morte e sobre um Ser Superior. Na religião, nos livros, nos grandes filósofos, na observação e na cultura mundial a informações foram se encaixando e moldando o pensamento dos participantes ao longo de suas vidas.

Separar a Religião da Fé foi fundamental e todos já possuíam a certeza de que uma é independente da outra, levando se em conta os vícios e caminhos que a religião assumiu ao longo da história. Mesmo que Sam Harris, vem debater as verdade e mentiras sobre a Bíblia e os costumes culturais errôneos destes religiosos, focamos na temática Fé.

Agora o debate tomava forma no conflito Fé versus Ciência. Em seu livro Sam Harris, mesmo questionando a posição da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, nos transcreve o parecer oficial desta organização a respeito do conflito mencionado.

“Na raiz do aparente conflito entre algumas religiões e a evolução está uma compreensão equivocada da diferença crítica entre o modo de conhecimento religioso e o científico. As religiões e a ciência respondem a perguntas diferentes sobre o mundo. Se existe um propósito no universo ou um propósito para a existência humana, essas não são perguntas para a ciência. O modo de conhecimento religioso e o científico representaram, e continuarão a representar, papéis significativos na história humana… A ciência é uma maneira de conhecer o mundo natural. Ela se limita a explicar o mundo natural através de causas naturais. A ciência não pode dizer nada acerca do sobrenatural. Se Deus existe ou não é uma questão sobre a qual a ciência é neutra.”

A Fé na sua forma mais pura, transcende a religião, e a ciência não argumenta contra, pois Fé de acordo com Sylvio não é crer apenas em formas divinas, e vida após a morte, mas sim o ato simples de confiar em grandes coisas positivas, como Cura, Sonhos, Objetivos e Conquistas que vão gerar uma poderosa força misteriosa capaz de levar-nos a concretizar tamanhas vitórias.

Alison, Sylvio, Thaís e Alexandra

Essa reunião foi realizada no dia 05/02/11 ás 13h na Unesp de Marília. Pic Nic e conhecemos o lugar muito bonito que é esta universidade da nossa cidade.

Estiveram presentes: Alexandra Vaccari,  Alison MacMoraes, Sylvio Henrique e Thais A. Juliani.

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Mas o debate não precisa terminar!!! COMENTE, e inclua seu ponto de vista ao nosso. Conhecimentos sempre podem ser aprimorados!!

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Andar com Fé – Produção de Arte

27/01/2011

Já estamos disponibilizando no blog a nova temática a ser estudada pelo Grupo.

Andar com Fé desafiou nossos conhecimentos de arte. A princípio sempre em nossa cabeça ao falar de Fé, vamos correr o risco de achar que o melhor Estilo a ilustrar a nossa Produção de Arte será o Barroco.

Por mais que o Barroco seja repleto da temática sacra e religiosa, a temática Fé sobressalta o universo religioso, o que nos deixou de cabelo em pé para nos produzir artisticamente.

Assim, pensamos em expor uma gama de estilos, porém, que não conseguimos encaixar com bom gosto, conteúdo e tema ao mesmo tempo.

Então nos deparamos, com um estilo de arte que foi mais expressivo na arquitetura do que nas outras artes, quando vimos a magnitude da beleza da Catedral de Notre Dame em Paris. O Gótico designa uma fase da história da  arte ocidental, identificável por características muito próprias de contexto social, político e religioso em conjugação com valores estéticos e filosóficos e que surge como resposta à austeridade do estilo românico.

A arquitetura, em comunhão com a religião, vai formar o eixo de maior relevo deste movimento e vai cunhar profundamente todo o desenvolvimento estético. Mesmo que a religiosidade não seja a temática real, quando se fala de Fé, a arte que deu um conceito filosófico, político e social ao tempo das Catedrais, pode ser representativo deste tema que abrange não apenas um estilo de arte, mas toda cultura humana.

O termo gótico vai ser referido pela primeira vez por Giorgio Vasari, considerado o fundador da história da arte. Aos olhos deste autor e dos seus contemporâneos, a arte da Idade Média, especialmente no campo da arquitectura, é o oposto da perfeição, é o obscuro e o negativo, relacionando-a neste ponto com os Godos, povo que semeou a destruição na Roma antiga em 410. Vasari cria assim o termo gótico com fortes conotações pejorativas, designando um estilo somente digno de bárbaros e vândalos, mas que nada tem a ver com os antigos povos germânicos (visigodos e ostrogodos).

Somente alguns séculos mais tarde, durante o romantismo nas primeiras décadas do século XIX, vai ser valorizada a filosofia estética do gótico. A arte volta-se novamente para o passado, mas agora para o período misterioso e desconhecido da Idade Média. Goethe, também fascinado pela imponência das grandes catedrais góticas na Alemanha, vai acabar por ajudar ao impulso desta redescoberta da originalidade do período gótico, exprimindo as emoções que lhe são despertas ao admirar os gigantes edifícios de pedra. Neste momento nasce o neogótico que define e expande o gosto pela utilização de elementos decorativos góticos e que reconhece pela primeira vez as diferenças artísticas que separam o estilo românico do gótico.

O nosso Background exibe a suntuosidade da Sainte-Chapelle, uma capela gótica situada na Ilha de la Cité em Paris. Os aspectos mais belos e notáveis da construção, considerados os melhores do seu género em todo o mundo, são os seus vitrais emoldurados por um delicado trabalho em pedra, com rosáceas acrescentadas à capela superior no século XV. Não existe nenhuma menção direta ao arquiteto, mas o nome de Pierre de Montreuil, que reconstruiu a abside da Abadia Real de Saint-Denis e completou a fachada de Notre Dame, é por vezes associado ao projeto.

Nossa produção de Arte, também pode entender que a Arte em  Vitral apresenta filosoficamente uma pintura com luzes ao invés da tinta. E que presencia silenciosamente os grandes momentos de Fé daquelas pessoas que visualizam os grandes ‘quadros de luz’ expostos em belíssimas Catedrais.

A pintura durante o período gótico era praticada em quatro principais ofícios: afrescos, painéis, iluminura de manuscritos e vitrais. Os afrescos continuaram a ser utilizados como o principal ofício pictográfico narrativo nas paredes de igrejas no sul da Europa como continuação de antigas tradições cristãs e românicas. No norte, os vitrais foram os mais difundidos até ao século XV. A pintura de painéis começou na Itália no século XIII e espalhou-se pela Europa, tornando-se a forma dominante no século XV, ultrapassando mesmo os vitrais. A iluminura de manuscritos representa o mais completo registo da pintura gótica, fornecendo um registro de estilos em locais onde não sobreviveu nenhum outro trabalho. A pintura a óleo em lona não se tornou popular até aos séculos XV e XVI e foi um dos ofícios característicos da arte renascentista. No começo do período gótico, a arte era produzida principalmente com fins religiosos. Muitas pinturas eram recursos didáticos que faziam o cristianismo visível para uma população analfabeta; outras eram expostas como ícones, para intensificar a contemplação e a prece. Os primeiros mestres do gótico preservaram a memória da tradição bizantina, mas também criaram figuras persuasivas, com perspectiva e com um maravilhoso apuro no traço.

Destacamos uma tela de Gentile da Fabriano que representa o gótico internacional, A Adoração dos Magos, encomendada por Palla Strozzi, o homem mais rico de Florença, para a igreja da Santa Trinità. E que representa também, é claro,  a Fé.

Andar com Fé – Resumo

24/01/2011

A Fé faz bem ou mal ao mundo?

A revista inglesa The Economist dividiu os seus leitores com a pergunta do nosso tempo: a religião é uma “força para o bem”? Só 25% manifestou confiança na fé. Para 75%, a religião não contribui para o bem da humanidade.

Na Economist, estão bem conscientes de que, na religião, bem e mal estão indissoluvelmente entrelaçados. Mas querem levar os leitores a uma posição extrema. “Você acha que a fé é perigosa, inspirando um dogmatismo feroz do qual derivam conflitos, intolerância e barbárie? Ou a fé é positiva, estimulando as pessoas a viverem uma existência moral, virtuosa e rica?”.

Ambas as coisas são verdadeiras, mas o que você pensa, no fim das contas? De que lado você está? Acredita mais no bem de fiéis crentes como Madre Teresa e Desmond Tutu, ou no mal de fiéis crentes como Bin Laden, Milosevic e Pinochet?

Mark Oppenheimer, editorialista do New York Times, se assumiu como padrinho dos pró-religião em nomes de três ideias. Primeiro: a religião educa para a ritualidade; segundo, a religião organiza a busca de um sentido, de uma ética, de um bem comum; terceiro, “religion is fun”, a religião é divertida.

O escritor Sam Harris (clique na imagem pra baixar seu livro, Carta a uma nação Cristã) representou os antirreligião em nome do absurdo da fé. Quem crê no que é falso não pode fazer o bem daquilo que é verdadeiro: “A religião dá às pessoas más razões para fazer o bem, enquanto razões melhores estariam ao alcance da mão”. Ele venceu, 75 a 25.

A sociedade secularizada cultiva bens híbridos, identidades confusas. Somos um pouco tudo junto. Incrédulos e crentes. Amigos e inimigos da fé. Por isso, somos tentados a encontrar clareza em uma escolha de campos, crentes aqui e não crentes lá, que apague a confusão e divida o mundo em branco e preto. É essa a provocação da Economist.

Acreditamos de verdade que basta pertencer ao campo dos crentes ou dos não crentes para sermos melhores? Acreditamos de verdade que a fé ou a não fé nos destinam a priori ao bem ou ao mal? Na realidade, não sabemos e não podemos saber disso. Sabemos apenas que nenhuma ortodoxia, nenhum credo religioso ou não religioso, justifica uma vida mau gasta.

Corriere della Sera, com tradução de Moisés Sbardelotto.

Fonte: http://www.folhadoestado.com.br/0,,Folha7391

Este tema que eu trago é um grande pilar da nossa vida.. a Fé.

Mas de início eu destaco que não vamos falar de religiosidade, e de qual te leva ao céu ou ao inferno. A proposta definitivamente não é essa… e no dia vou ficar atento… para não cairmos neste caminho, pois a linha é muito tênue.

Mas é nosso trabalho identificar onde está esta linha tênue, pois a religiosidade pode fazer mal ao mundo e a fé não, ou inverso pode ser verdadeiro. O que é fé, e o que é religiosidade?

A pergunta que não quer calar é: A Fé faz bem ou mal as pessoas? E ao mundo?

Segundo Gilberto Gil, na musica Andar com Fé, que intitula nosso tema, a Fé ‘não faia’. Não mesmo?

Cada pessoa tem uma ótica, muitas vezes moldada pelas religiões diversas sobre a Fé.

É esta consciência coletiva de força, que é poderosa o suficiente para mover multidões, provocar cura, dar poder… retirar poder, delimitar países, mudar o calendário e o tempo e dominar a vida da civilização humana.

“Mesmo a quem não tem fé
A fé costuma acompanhar”

E quem não crê… tem fé? Qual Fé? Por que na hora da morte… nenhum cético chama Darwin… mas sim Deus! É fato. Eu conheço várias pessoas que se dizem ateus… quando na verdade são apenas laicos… como eu. Afinal, todo mundo tem um pilar ideologico para sustentar sua razão de existir. “ideologia, eu quero uma pra viver!” Mesmo estes céticos, que se apegam tanto a Ciência aplicam nela sua Fé, atribuindo assim a ela um Status de Religião a ser seguida. Uma Fé de São Tomé, é isso que é!

Alison

Comente sobre o Tema, e aguardem em breve nossas considerações na postagem da próxima Reunião. O que é pra você a Fé?