Archive for the ‘08 Jeitinho Brasileiro’ category

Jeitinho Brasileiro – Reunião 09/01/2011

23/01/2011

A reunião dos Iluministas iniciou-se embasada na historia a seguir:

Criança faz xixi em tapete e mãe  é obrigada a limpar ou comprar o produto:

Em uma grande rede de lojas,uma cliente coloca a filha menor em cima de uma pilha de tapetes, que estava ao lado das roupas infantis e, por acidente, um pouco do xixi da fralda da criança vazou, molhando um dos produtos. Esta foi informada pelo gerente que teria duas opções, levar o produto ou limpá-lo, ela recusou-se a pagar pelo produto e diz que foi obrigada a limpá-lo (detalhe, filmou toda a cena ).O PROCON alerta que, se o consumidor quebra ou danifica um produto por acidente dentro de uma loja, não deverá arcar com o prejuízo e nem deverá ser humilhado.  Mas isto tem a ver com lei ou com a educação e consideração da pessoa que sabe que lesou a empresa? A empresa deveria ter um local somente para crianças afim de evitar estas situações?

As opniões dividiram-se , e Leandro e Adriana acham que neste caso a empresa não deveria expor a mulher a um constrangimento desnecessário, pois foi algo sem querer, em contrapartida, eu, Alison e Alê consideramos a conduta excessivamente sensacionalista (com relação ao episodio da filmagem) e que a pessoa tem que responsabilizar-se por seus atos, pois se sempre tivermos uma desculpa para dar, ao invés de assumir responsabilidades, cairemos sempre no “paternalismo do jeitinho brasileiro e não poderemos reclamar se alguém um dia passar em nossa frente.

A própria lei brasileira muitas vezes possibilita e incentiva o jeitinho brasileiro, muitas vezes a lei trabalhista sai em defesa do empregado, dando à ele um ponto a frente do empregador,sem pesquisar todas as possíveis causas do problema, segundo Alison. O excesso de leis em geral e a vantagem descarada dos mais afortunados em relação a ganhos de causa, muitas vezes faz com que o brasileiro dê seu jeitinho pra não ter que enfrentar uma justiça que não o favoreça ou que ele não considere justa.

O jeitinho brasileiro, segundo Leandro, já é algo enraizado na cultura brasileira, desde os primórdios da colonização, os direitos na maioria das vezes são confundidos com favores não previstos em lei, é o famoso “olhar para o próprio umbigo”. O Brasil é formado de diferentes culturas e estas se chocam constantemente, pois a educação aprendida em sua casa pode ser totalmente diferente do que foi ensinado ao seu vizinho, diferentemente do Japão que segue um padrão nacional de costumes.

 

 

 

 

 

Adriana: Aqui no Brasil, tudo pode, é só encontrar a devida brecha na lei!

 

 

 

 

 

 

Alison: O nepotismo é um grande exemplo de jeitinho brasileiro presente em nossa política, dá-se um jeitinho para tudo para beneficiar quem eles querem com a máquina pública!

 

 

 

Alexandra: Às vezes a pessoa não busca o que é melhor pra si, quando adulta, prefere o marasmo de continuar o que foi ensinado por sua família, sendo isso adequado ou não para esta pessoa. É a preguiça e medo de buscar o melhor, pois dá trabalho!

Todos concordamos que o jeitinho brasileiro é baseado em um padrão paternalista de ser, espera-se que o outro faça para nós, aquilo que não temos capacidade ou não queiramos assumir a responsabilidade, e para conseguir o que querem agem com simpatia e invenções para dar nó em pingo d’água.

E este paternalismo vem historicamente arraigado pela religião católica que moldou essa cultura paternalista nos países Ibéricos, os quais tiveram papeis de destaques  na colonização de nosso país.

Thais: Quem espera do outro é um ser altamente manipulável.

Finalizamos considerando que não há uma cura pro jeitinho e nós mesmo (reles mortais) também utilizamos de algumas vantagens, porém inocentes, como dizer na faculdade que “chegamos atrasados, pois o pneu do ônibus furou”, porém, podemos amenizar estas malandragens à medida  que nos tornamos responsáveis por nossos erros e crescemos muito mais com estas ações, passamos do infantilismo para assumirmos uma postura adulta e confiante.

Alexandra, Alison, Thaís, Leandro e Adriana

 

Essa reunião foi realizada no dia 09/01/11 ás 15h na Casa da Thaís.

Estiveram presentes: Alexandra Vaccari,  Alison MacMoraes, Adriana Vaccari, Leandro Teixeira e Thais A. Juliani.

******************************************************************************

Mas o debate não precisa terminar!!! COMENTE, e inclua seu ponto de vista ao nosso. Conhecimentos sempre podem ser aprimorados!!

******************************************************************************

Jeitinho Brasileiro – Produção de Arte

17/01/2011

Este ano vamos trazer uma inovação nas postagens temáticas de Os iluministas.

A Personalização dos Temas, como Background e Estilo das postagens, desenhos e qualquer produção artística conveniente levará uma assinatura de um grande artista que possa de alguma forma se relacionar com o tema.

Esta necessidade vem de encontro com um aprofundamento dos Iluministas na parte Cultural, ampliando os nossos conhecimentos sobre Arte e sua História.

O primeiro Tema de 2011 será O Jeitinho Brasileiro. Nada melhor que seja um grande artista brasileiro.

A Antropofagia propunha a digestão de influências estrangeiras, como no ritual canibal (em que se devora o inimigo com a crença de poder-se absorver suas qualidades), para que a arte nacional ganhasse uma feição mais brasileira.

Ao nos depararmos com uma Liderança temática de alguém “Amaral”, fica bem sugestivo iniciarmos nossa Produção de Arte com a grande Tarsila do Amaral.

Tarsila foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura brasileira e da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.

Abaporu vem de ‘aba’ e ‘poru’ e significa o mesmo que Antropofagia, que vem do grego, antropos (homem) e fagia (comer), ou seja, “homem que come”, em tupi-guarani. Foi pintado em óleo sobre tela para dar de presente de aniversário ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época.Tarsila valorizou o trabalho braçal (corpo grande) e desvalorizou o trabalho mental(cabeça pequena) na obra. Trazemos então como Símbolo de um Jeitinho Brasileiro este homem de cabeça pequena que faz as coisas sem pensar nas consequencias comendo antropofagicamente a civilidade e sua sociedade.

Em Background a Tela Os Operários é um quadro pintado em 1931, e representa o imenso número, e variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas, que começavam a surgir no país. Desta malha étnica é que irá surgir o Jeitinho Brasileiro.

Para finalizar nossa Produção de Arte, a Literatura Nacional também pode nos abrilhantar e representar este tema, com um celebre personagem de uma obra também Modernista de Mario de Andrade, Macunaíma.

A personagem-título, um herói sem nenhum caráter (anti-herói), é um índio que representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é “Ai, que preguiça!”. Como no dialeto indígena o som “aique” significa “preguiça”, Macunaíma seria duplamente preguiçoso. A parte inicial da obra assim o caracteriza: “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.”

Livro Completo para Dowload – Clique Aqui


Jeitinho Brasileiro – Resumo

17/01/2011
__________________________________________________________________
TEMA: O “jeitinho brasileiro”
Líder: Thaís Amaral
Reunião: 09/01//2011 – 15h
Símbolo: Abaporu
Produção de Arte: Tarsila do Amaral – Os Operários
__________________________________________________________________
Apresentação do Tema

Lado negro (tirar vantagens a qualquer custo) e lado positivo (o jogo de cintura e flexibilidade para arcar com situações

Inspiração para o tema:

Criança faz xixi em tapete e mãe é obrigada a limpar ou comprar o produto:

Em uma grande rede de lojas,uma cliente coloca a filha menor em cima de uma pilha de tapetes, que estava ao lado das roupas infantis e, por acidente, um pouco do xixi da fralda da criança vazou, molhando um dos produtos. Esta foi informada pelo gerente que teria duas opções, levar o produto ou limpá-lo, ela recusou-se a pagar pelo produto e diz que foi obrigada a limpá-lo (detalhe, filmou toda a cena ).O PROCON alerta que, se o consumidor quebra ou danifica um produto por acidente dentro de uma loja, não deverá arcar com o prejuízo e nem deverá ser humilhado.  Mas isto tem a ver com lei ou com a educação e consideração da pessoa que sabe que lesou a empresa? A empresa deveria ter um local somente para crianças afim de evitar estas situações?


As opiniões são as mais variadas, entre “nossa, que constrangimento, tem faxineira pra que nesta loja?” a “ Se a criança é dela, que ela deixasse com alguem ou olhasse, afinal é sua responsabilidade”…e você, o que acha?

Exemplos práticos

NEGATIVOS

No trânsito: trafegar pelo acostamento, pegar os atalhos mais improváveis para escapar do engarrafamento, entrar pela contramão no estacionamento do shopping só pra pegar a vaga antes do outro, dar dinheiro para o guarda de trânsito anular a multa, etc.

Na escola/faculdade: fazer matrícula atrasado para não levar faltas nas primeiras aulas; estudar toda a matéria do semestre no último dia antes da prova; colar dos colegas, ou no próprio material no dia da prova; pagar para outros desenvolverem o TCC; matar aula e justificar com atestados médicos comprados e falsificados; chegar atrasado e dizer que a culpa foi do ônibus.

No dia-a-dia: pagamento de taxa para ser aprovado no exame para tirar a carteira de motorista; deixar tudo pra ultima hora: pagamentos, inscrições, responsabilidades; considerar que o honesto é um paspalho e que o malandro é o bom; furar fila; trabalhar pouco e querer ganhar muito; querer que os outros trabalhem em seu lugar e que paguem suas despesas; baixar músicas, filmes ou ter softwares pirateados, e não pagar um só centavo aos produtores.

DISPONIVEL EM http://www.melhoracadadia.com/2009/04/jeitinho-brasileiro-e-lei-de-gerson.html, ACESSO EM 30/12/2010

POSITIVOS

Este poder de flexibilidade do brasileiro, pode ser usado para fins positivos, como ter jogo de cintura nas situações do dia dia, no trabalho e na vida em si. O jeitinho para sempre sorrir e aproveitar a vida, por maiores problemas que passamos. Utilizar o jetinho de forma honesta, para conquistar novos clientes, dentre outros.

Leitura Complementar

Por fim, deixo aqui dica de um livro: DANDO UM JEITO NO JEITINHO – como ser ético sem deixar de ser brasileiro, por Lourenço S Rega.

Thaís

Comente sobre o Tema, e aguardem em breve nossas considerações na postagem da próxima Reunião. Este Tema vai dar o que falar !!!