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Ensaios sobre a Cegueira – Anexo 2

15/04/2010

Trailler do filme

Ensaios Sobre a Cegueira – Anexo 1

15/04/2010

A nossa reunião tomou varios rumos, e foi lembrado em alguns momento a musica Epitáfio dos Titãs.

Ensaios Sobre a Cegueira – Reunião em 03/04/2010

15/04/2010

Debate:__________________

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Alison: A visão da Alexandra sobre o filme, apesar de coincidir em alguns pontos com minha visão, me trouxe uma visão que eu não tinha percebido.

No momento em que ela chama atenção para os Santos vendados, eu nem tinha destacado esse ponto como algo relevante. Mas a partir do momento em que ela falou, eu pude criar um pensamento acerca disto. Primeiro que, como eu assisti dublado, praticamente não ouvi os trechos da biblia que estava sendo declamado. Com relação ao santos específicamente, eu chego a conclusão de que o ser humando busca uma forma de se santificar, de se auto-venerar…  numa forma de dizer: Eu estou no caminho certo. E a Religião vem suprir essa necessidade egocentrica… e disponibiliza isso para as pessoas: – Aqui está! Se venere!

Vendo que, como eu disse, o “Normal” agora eram os cegos, a religião fez a sua adaptação e cegou os deuses / santos. Dizendo aqui estão, estes são os exemplos que vocês devem seguir. Este é o modelo. Vocês devem ser Santos. Buscando uma divindade impossivel e irracional. Essa ‘venda’ de fé é o caminho que encontram aqueles que querem liderar/se destacar / ser superior aos outros para controlar a massa.

Outro ponto na visão da Alexandra que me chamou a atenção foi o termo usado… Ilusão. Bom, eu parei e pensei: – Tudo é ilusão! E como é simples vc perceber a realidade… basta fechar os olhos. A Ilusão está por toda parte, por que o homem busca essa perfeição obrigatória imposta pelos controladores da fé, pela ditadura da beleza e da moda… uma perfeição burra… pode se dizer…. pois ela não será alcançada. Esse perfeccionismo exagerado leva o homem a querer se enganar de que sua vida é ou pelo menos pode ser perfeita… e a imagem ilusória de sua fantasia vai levá-lo a sonhos e devaneios saciando pelo menos uma necessidade por esperança de que a aquilo vai existir.

Percebendo este poder que a ilusão exerce sobre as decisões das pessoas o Marketing veio e percebeu que isso Vende qualquer coisa. Casando assim a Necessidade com A Ilusão, com o retorno que isso vai dar comercialmente. Tudo isso orquestrado por uma expertise fabulosa de grandes estrategistas do Marketing.

O Mundo está maqueado como uma mulher, pra ficar mais bonito, pois é assim que queremos ele: bonito e falso… ao invés de simples, mas Real.

Alexandra e Alison

Esta segunda reunião do Grupo foi realizada em 03/04/2010, no restaurante japonês do Sup. Confiança. Como pode ser percebido na foto, a chuva prejudicou alguns integrantes que são feitos de açúcar. Bom, mas auto-desenvolvimento cada um sabe de si. Foi engraçado que Alison e Alexandra ficaram das 10:h00 até as 14:h00 ‘filosofando’. Detalhe: Não almoçamos no japonês fomos comer no Shopping… uahsuahss… ave Yakissoba caro! E chuva que Deus dava!

Estiveram presentes: Alexandra Vaccari e Alison MacMoraes

Ensaios Sobre a Cegueira – Reunião em 03/04/2010

14/04/2010

Minha Visão sobre o Filme

(Alison)

Eu assisti um filme… em que todo mundo perde a visão… exceto uma mulher. A príncipio você analisa o superficial do filme, e começam a surgir fantasias e uma curiosidade morbida… tentando justificar ela não ter perdido a visão junto com os outros. Até que em um determinado momento, você se entrega ao filme… e desiste desta ilógica resposta que não é transmitida explicitamente… deixando a cada um imaginar este motivo.

De repente eu vi que neste filme era exposto de forma crua as mazelas da sociedade, sua incompetência em se unir, em se organizar, em aceitar o direcionamento de um lider justo. A cegueira coletiva vem e a desordem se instaura de uma forma tamanha que a sociedade entra em colapso, pois a vida de um deficiente visual é regrada, e a sociedade entende que as Regras são ruins. Quando na verdade elas são priore em uma sociedade. Por mais que haja exclusão, por mais que sejam simples dentro de nossa complexidade, elas devem existir. O que elas não devem ser é fixas e imutáveis. As regras devem evoluir junto com a Sociedade. Não deve ser como a Constituição dos E.U.A. que está escrita em uma pedra, ou como os Dez Mandamentos… e muito me estranho quando os estadosunidenses se orgulham disto… isso significa 300 anos excluindo as novas formas de manifestação da sociedade. Uma hora isso perde o cabimento. Por mais que os cristãos, mulçumanos e judeus queiram nos convencer com seus livros de regras milenares… eles estão desatualizados, arcaicos e não tem mais cabimento. A Evolução é a priore e inerente ao ser humano.

É por isso que os jovens estão sempre achando formas de rebeldia contra as regras, por que elas simplesmente os excluem… e deixando claro que elas são superiores e não vão mudar. As regras devem ser dinâmicas como a sociedade é, e a sociedade deve ser regrada.. isso é fato, e o filme exibe a calamidade de quando esse sistema falha.

O que mais particularmente me deixou triste foi constatar que a diplomacia não vence a barbarie… por mais que eu sempre vou achar e acreditar no contrário… o fato é que a barbarie vai sempre fazer o que quiser com a diplomacia. No filme, a diplomacia da Ala 1 não foi pareo para a barbarie da Ala 3… que é cruel e intolerante… estes insurgentes rebeldes as regras da Ala 1, foram excluidos pelas regras da Ala 1… automaticamente se tornaram aversos a elas… averso das regras, da diplomacia, da organização… e levaram a Ala 1 a falência. É neste segundo momento, em que todo mundo perde as esperanças de que aquele situação termine rápido, que o humanismo se acaba, e toda imundice e sujeira produzidas pelo homem vem a mostra.

Em terra de cego quem tem um olho é rei? Bom, na verdade a unica que enxergava não se tornou rainha, não usou desta arma para atacar, apenas para se defender. E mesmo em situação melhor que todos, ela tem estômago para ver toda podridão exposta… toda arrogancia de um insurgente metido a dono do pedaço.. e com caridade, abnegação ela se entregou a ajudar aqueles homens e mulheres entregues a desumanidade. Ela se manteve humana em pleno caos da sociedade.

O Filme apresenta uma questão de divergencia dos sexos… a mulher como baluarte e o homem como bárbaro e arrogante. Enquanto seu marido ganhou destaque e prestigio numa liderança diplomática, ele se sente ultrajado ao saber que sua mulher enxerga e vai se percebendo inferior e seus brios de homem, de condutor, de masculino ativo vão sendo ofendidos por cuidados que a sua mulher lhe dedica… vai sentir que sua esposa acabará se tornando uma mãe. E sem alguem que ele se consedere superior ele perde o tesão de estar naquela situação. Quando a prostituta que é totalmente fã deste lider lhe mostra segura por ele… este homem ve ressurgir o ego masculino… novamente como condutor, como ‘superior’… ele trai a esposa… e só se arrepende por que é pego no ato. Como homem eu sei, que ele não teria ao menos confessado a eposa. Mas a Esposa é tão esclarecida que ao ver a cena, vê que é algo tão ridiculo, um ato desesperado daquele homem se sentir bem… que ela prefere ignorar aquela cena deprimente.

Como é de se esperar, as pessoas de repente começam a aceitar mudança, principalmente quando descobrem que o ‘Normal’ agora é ser cego. E feliz deles que agora contavam com uma nova lider que enxerga… que ganhou a liderança pela autoridade e não pelo poder, com o simples objetivo de ajudar… aquele instinto femino materno de cuidar de quem precisa… e não para se destacar entre os iguais. Esta aceitação vai render um novo olhar, e os benefícios vão sendo percebidos (liberdade da imagem, amor na escuridão, pudores, etc). Quando o grupo se reduz, e a organização e as regras vão sendo seguidas.. o humanismo retorna… o ser humano volta a ser belo!

E de repente, começa-se a voltar a enxergar e aqueles que disfrutavam dos benefícios agora não querem mais voltar a situação anterior, com medo de perder o que conquistaram naquela realidade. É o caso do senhor que namora com a prostituta e vê que ela ira perceber que se trata de um homem velho e negro. Assim sempre é… temos medo de perder aquilo que conquistamos na adversidade deixando a vida com sabor agri-doce.

O Filme que eu assisti foi: “Ensaios sobre a Cegueira”

Aprendizado: “Enxergar cega muito mais que a própria cegueira. Você acaba enxergando mais Ilusão e menos realidade.” (Alison MacMoraes)

O Filme que eu assisti foi: “Ensaio sobre a Cegueira”

Aprendizado: “Muita gente quer ter a minha condição de vida, mas não quer investir o que eu invisto.” (Alexandra Vaccari)

Ensaios Sobre a Cegueira – Reunião em 03/04/2010

13/04/2010

Minha Visão sobre o Filme

(Alexandra)

Eu assisti um filme… que é interessante, mas triste. Acredito que essa minha visão se deve porque o filme mostra o ser humano despido de todos seus ornamentos, isto é, sem seus carros, roupas, jóias, cargo, etc. O filme mostra a verdade nua e crua, sem ilusões para se apegar. Por isso talvez eu não tenha gostado tanto, porque assim como a maioria dos seres humanos eu gosto da beleza e da ilusão.

Quando no filme o governo isola os cegos, vemos ai uma característica intrínseca do ser humano, uma situação comum do dia a dia, porque é comum isolar ou se afastar de pessoas que estão com problemas ao invés de ter que lidar com ela. Isso ocorre porque na realidade temos dificuldades de lidar com nosso lado “problemático”, é difícil olhar e ver que em nós não há só beleza e dói também olhar para dentro de nós e ver que temos as mesmas características negativas que rejeitamos nos outros.

Assim como no filme, onde todos passam a estar na mesma condição após a cegueira (médico e paciente; ladrão e vitima; etc.), se no nosso dia a dia nos despíssemos de tudo que é apenas superficial como as roupas bonitas, nosso cargo no trabalho, condição social, entre outras coisas, seriamos todos iguais .

No filme, a mulher do médico é única que enxerga. Como diz o ditado “em terra de cego quem tem um olho é rei”, ela por ser a única a enxergar foi líder do grupo, mas também era a única a ver toda a sujeira e  problemas que os outros não viam. Em um meio onde todos são cegos é muito difícil ser a única que enxerga.

Uma parte que achei interessante é quando a mulher entra na igreja e todos os santos estão com vendas nos olhos e algumas pessoas estão falando sobre passagens na bíblia que fala sobre a cegueira. É interessante que eles buscam justificar sua condição, as pessoas muitas vezes não aceitam suas vidas e buscam explicações na religião ou na ciência.

O grupo que se mantém unido consegue encontrar a casa e um pouco de alimento e se transformam em uma família. O amor da mulher por seu marido acabou ajudando não só ele mas também os outros, essas pessoas precisaram confiar uns nos outros diante da situação e isso criou um vinculo entre eles.

Os personagens não tem nome o que acredito ser uma alusão ao fato de terem perdido também sua identidade ao ficarem cegos e perder tudo que tinham. Como diz a atriz Alice Braga, o filme é uma analogia a nossa sociedade, mostra como somos cegos. Quando o personagem volta a enxergar ele da muito mais valor a visão e vê o mundo de outra forma.

O filme retrata a reação das pessoas diante das piores situações. Temos que nos reinventar porque toda essa estrutura que temos é frágil e não sabemos como continuar se ela ruir.

Não estamos acostumados a lidar com a perda, mas perdemos coisas o tempo todo! Esse filme é um retrato da nossa sociedade e de sua fragilidade.

O Filme que eu assisti foi: “Ensaios sobre a Cegueira”

Aprendizado: “Muita gente quer ter a minha condição de vida, mas não quer investir o que eu invisto.” (Alexandra Vaccari)

Sinopse do filme : Ensaio sobre a cegueira‏

13/04/2010

O vencedor do Prêmio Nobel de literatura, José Saramago, e o aclamado diretor Fernando Meirelles (O Jardineiro Fiel, Cidade de Deus) nos trazem a comovente história sobre a humanidade em meio à epidemia de uma misteriosa cegueira. É uma investigação corajosa da natureza, tanto a boa como a má – sentimentos humanos como egoísmo, oportunismo e indiferença, mas também a capacidade de nos compadecermos, de amarmos e de perseverarmos.

O filme começa num ritmo acelerado, com um homem que perde a visão de um instante para o outro enquanto dirige de casa para o trabalho e que mergulha  em uma espécie de névoa leitosa assustadora. Uma a uma, cada pessoa com quem ele encontra – sua esposa, seu médico, até mesmo o aparentemente bom samaritano que lhe oferece carona para casa terá o mesmo destino. À medida que a doença se espalha, o pânico e a paranóia contagiam a cidade. As novas vítimas da “cegueira branca” são cercadas e colocadas em quarentena num hospício caindo aos pedaços, onde qualquer semelhança com a vida cotidiana começa a desaparecer.

Dentro do hospital isolado, no entanto, há uma testemunha ocular secreta: uma mulher (JULIANNE MOORE, quatro vezes indicada ao Oscar) que não foi contagiada, mas finge estar cega para ficar ao lado de seu amado marido (MARK RUFFALO). Armada com uma coragem cada vez maior, ela será a líder de uma improvisada família de sete pessoas que sai em uma jornada, atravessando o horror e o amor, a depravação e a incerteza, com o objetivo de fugir do hospital e seguir pela cidade devastada, onde eles buscam uma esperança.

A jornada da família lança luz tanto sobre a perigosa fragilidade da sociedade como também no exasperador espírito de humanidade.

O elenco conta com: Julianne Moore (Longe do Paraíso, As Horas), Mark Ruffalo (Zodíaco, Traídos Pelo Destino), Alice Braga (Eu Sou a Lenda, Cidade de Deus), Yusuke Iseya (Sukiyaki Western Django, Kakuto) Yoshino Kimura (Sukiyaki Western Django, Semishigure), Don McKellar (Monkey Warfare, Childstar), Maury Chaykin (Verdade Nua, Adorável Julia), Danny Glover (Dreamgirls – Em Busca de Um Sonho, A Cor Púrpura) e Gael García Bernal (Babel, Diários de Motocicleta, E Sua Mãe Também).