Uma Verdade Inconveniente – Reunião 10/06/2011

Uma Verdade Inconveniente marcou a reunião XV dos Iluministas. Com um tom alarmante, o documentário apresentado fomentou a discussão das responsabilidades das nações frente ao problema do aquecimento global. Feito por Al Gore, o documentário expõe com uma criticidade sagaz dados até então desconsiderados pelos principais líderes globais, como presidentes e CEO de companhias multinacionais.

Segundo Al Gore, o padrão de desenvolvimento empreendido nas últimas duas décadas não será capaz de se sustentar com o atual nível de comprometimento dos recursos naturais. Seria esse o maior problema a ser enfrentado pelo futuro da humanidade? Não! Al Gore expõe que, durante anos de estudos, cientistas de diversos centros de pesquisa divulgaram dados dispersos que, juntos, desenham um cenário de catástrofes naturais. Os motivos? Nunca antes na história da humanidade convivemos com os altíssimos níveis de interferências no clima em decorrência de nossas próprias ações.

Ainda que o documentário trate de assuntos amplos e dedicados a expor a predição desse cenário catastrófico, a discussão caminhou com atenção às ações práticas que o grupo poderia tomar. A seguinte frase, de Alexandra Souza, sintetiza o mote de consenso dos Iluministas: “deve haver uma força política para fazer uma mudança e uma conscientização individual.”.

Segundo nossa iluminista, aqui no Brasil as prefeituras coletam o lixo e se limitam a jogá-lo no lixão. De acordo com a Alexandra, a prefeitura não pode apenas se eximir de suas responsabilidades ecológicas e simplesmente jogar o lixo no lixo, pois pode haver consequências indesejadas a toda sociedade.

Alexandra em sua fala chama atenção para o fato de que “Tem a questão das prefeituras incentivarem a coleta seletiva. Ainda assim, a maioria das pessoas não procuram soluções por si próprias, não parte apenas delas. Há de haver um plano maior também, que as indiquem como proceder neste caso.” Seria apenas uma responsabilidade da Prefeitura? Não somos, também, diretamente responsáveis por nosso lixo? E o que dizer de nossas empresas?

Atento à discussão empresarial e as novíssimas legislações ambientais, Alison MacMoraes colocou em debate que em breve entrará em ação uma nova legislação que, por sua vez, obrigará as empresas a cuidarem dos resíduos sólidos de seus produtos. Para isso, elas terão que executar uma logística-reversa, ou seja, cuidar para que os resíduos de seus produtos consumidos sejam devidamente tratados para que não causem danos ambientais.

Enquanto isso, Alison informou que o Centro das Indústrias (CIESP) tem realizado alguns seminários para conscientizar os empresários e indicar as melhores metodologias para suas empresas. A fala de Thais complementa essa questão e reitera que há uma grande interação com as indústrias e elas atuam nessa questão com vistas ao desenvolvimento sustentável.

Falar em um macrocosmo político pode parecer um tanto quanto distante da nossa realidade. Thais, perspicaz em suas contribuições, deu uma nova iluminada ao tema e ressaltou que, ainda que pareça distante de nossa realidade, podemos desenvolver muitas ações com exemplos simples e práticos. Podemos desenvolver tanto ações de estudo como ações de intervenção e resultados imediatos para sociedade.

Para tanto, segundo a Thais, é necessário que haja uma conscientização mais contundente por parte de cada individuo. Segundo nossa iluminista, não se trata apenas de fatores políticos, há também o fator cultural. É preciso ter uma visão holística ecológica mais equilibrada entre o homem e o meio ambiente. Culturalmente, os países orientais seguem essa visão equilibrada e de sinergia sobre o meio-ambiente.

Para Alison, vivemos num marasmo, temos ciência das atitudes e não as tomamos como algo a ser executado por nós.  Temos tantas outras iniciativas e ainda assim, ficamos no primeiro passo… o da coleta seletiva. Seriam então os fatores culturais grandes responsáveis pela nossa forma de lidar com o meio-ambiente? Se levarmos em consideração a ação de cada individuo, a somatória de todas elas fornecerá um resultado significativo.

É disso que se trata quanto falamos em um trabalho de formiguinhas. Segundo a Alexandra;

“é muito mais fácil fingir que não está vendo algo acontecer. Se cada um fizesse alguma coisa, geraria uma diferença significativa. O que temos hoje está tomando proporções maiores, como as enchentes e outros fenômenos naturais.”

Acreditamos em nossa evolução, mas a questão é: haverá tempo para isso? Em uma única frase, nosso iluminista David faz voltar toda a angústia do cenário catastrófico revelado por Al Gore. Haverá verdadeiramente tempo para reverter esse cenário? Independente de haver tempo hábil ou não, devemos sim fazer algo. Al Gore está fazendo! Ele vem trabalhando nessas questões desde a juventude e afirma que se candidatou para ‘chamar’ atenção do mundo para as questões que o preocupavam. Ele ganhou e, embora não tenha levado oficialmente a candidatura, não atuou com “desrespeito”. Os objetivos dele são voltados para os próprios ideais a favor de um futuro equilibrado para a humanidade e não para sua campanha política.

Essa mudança serve de exemplo, também para deixarmos nossos interesses imediatos e começarmos a refletir em princípios maiores e fundamentais, como até mesmo nossa sobrevivência enquanto espécie humana. E como uma faísca de esperança, David reflete que começaremos a mudar no susto e com as novas gerações isso ocorrerá de uma forma mais espontânea. As futuras gerações terão tecnologia para essa mudança hercúlea? Ainda assim, cabe sua questão inicial: haverá tempo?

Essa reunião foi realizada no dia 10/06/11 ás 18h30 no CIESP Marília. A Reunião trazendo o verde pra dentro da casa da Indústria.

Estiveram presentes: Alexandra Vaccari, Alison MacMoraes, David Marcelino, Juliano Ferreira, Sylvio Henrique e Thaís Amaral.

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Mas o debate não precisa terminar!!! COMENTE, e inclua seu ponto de vista ao nosso. Conhecimentos sempre podem ser aprimorados!!

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