Archive for the ‘Produção de Arte’ category

Perdas Necessárias – Produção de Arte

06/09/2012

Para este tema o Departamento de Cultura traz como Produção de Arte um estilo muito apropriado que representa em naturezas mortas a evolução do estilo artístico impressionista do final do seculo XIX. O findar de uma era, o findar de um estilo, o findar de um século retratados nas frutas e árvores secas de um grande mestre Paul Cézanne, como uma Fenix ressurgindo das cinzas a arte que irá se frutificar em outro estilo.

Essa Fenix está retratada no cabeçalho de nosso blog.

Como o nome indica, o pós-impressionismo foi a expressão artística utilizada para definir a pintura e, posteriormente, a escultura no final do impressionismo, por volta de 1885, marcando também o início do cubismo, já no início do século XX. O pós-impressionismo designa-se por um grupo de artistas e de movimentos diversos onde se seguiram as suas tendências para encontrar novos caminhos para a pintura. Estes, acentuaram a pintura nos seus valores específicos – a cor e bidimensionalidade.

A maioria de seus artistas iniciou-se como impressionista, partindo daí para diversas tendências distintas. Chamavam-se genericamente pós-impressionistas os artistas que não mais representavam fielmente os preceitos originais do impressionismo, ainda que não tenham se afastado muito dele ou estejam agrupados formalmente em novos grupos. Sentindo-se limitados e insatisfeitos pelo estilo impressionista, alguns jovens artistas queriam ir mais além, ultrapassar a Revolução de Manet. Aí se encontra a gênese do novo movimento, que não buscava destruir os valores do grande mestre, e sim aprimorá-los. Insurge-se contra o impressionismo devido à sua superficialidade ilusionista da análise à realidade.

Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 — 22 de outubro de 1906) foi um pintor pós-impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das concepções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX. Cézanne pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX. A frase atribuída a Matisse e a Picasso, de que Cézanne “é o pai de todos nós”, deve ser levada em conta.

Cézanne não se subordinava às leis da perspectiva. E sim, as modificava. Cultivava sobretudo a paisagem e a representação de naturezas mortas, mas também pintou figuras humanas em grupo e retratos. Antes de começar as suas paisagens estudava-as e analisava os seus valores plásticos, reduzindo-as depois a diferentes volumes e planos que traçava à base de pinceladas paralelas. Árvores, casas e demais elementos da paisagem subordinam-se à unidade de composição. As suas paisagens são sutilmente geométricas. Cézanne pintou sobretudo a sua Provença natal (O Golfo de Marselha e as célebres versões sucessivas de O Monte de Sainte-Victoire).

O Castanheiro é o nosso background neste tema.

Nas suas numerosas naturezas mortas, tipicamente compostas por maçãs, levava a cabo uma exploração formal exaustiva que é a terra fecunda de onde surgirá o cubismo poucos anos mais tarde. Entre as representações de grupos humanos, são muito apreciadas as suas cinco versões de Os Jogadores de Cartas. A Mulher com Cafeteira, pela sua estrutura monumental e serena, marca o grande momento classicista de Cézanne.

Enfim, um estilo perfeito para Perdas Necessárias.

JUNHO – Mês do Iluminista Ambiental – Produção de Arte

30/06/2011


O Mês do Iluminista Ambiental, o Departamento de Arte do Grupo optou por fazer uma Produção de Arte unica contemplando as duas Reuniões do Mês.

Asssim fomos buscar um estilo que ultrapassa os limites das Galerias, e ganha o meio ambiente como tela de suas grandes Obras: A Land Art.

A Land Art, também conhecida como Earth Art ou Earthwork é o tipo de arte em que o terreno natural, em vez de prover o ambiente para uma obra de arte, é ele próprio trabalhado de modo a integrar-se à obra.

A Land Art surgiu em finais da década de 1960, em parte como consequência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova York, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969.

É um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias (a não ser por meio de fotografias). Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de land art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio de projeto. Assim, a afinidade com a arte conceitual é mais do que apenas aparente.

Dentre as obras de land art que foram efetivamente realizadas, a mais conhecida talvez seja a Plataforma Espiral (Spiral Jetty), de Robert Smithson (1970), construída no Grande Lago Salgado, em Utah, nos Estados Unidos da América.

Entedemos também que a chamada Arte da Terra, é trazer para arte a grande questão da ecologia, onde podemos ver a natureza tomando parte como arte real e conceitual. Vemos que ao longo da história da arte, ela vai representar o que há de mais sublime a ser retrado, vimos os deuses e o divino, passamos ao homem, e no século passado o planeta Terra se torna o centro das atenções e se torna protagonista de um estilo de arte simplesmente monumental.

O cabeçalho do site foi estilizado dentro da produção de arte assim como os símbolos.

Os Símbolos dos temas precisam ser explicados nesta produção unica dos dois temas. O Primeiro tema é Uma Verdade Inconveniente, que já está disponível seu resumo para leitura, um documentário do Ex-canditado a Presidente dos Estados Unidos, Al Gore. O símbolo deste tema é tirado da propria capa do documentário, onde duas chaminés formam um furacão, e pra completar contornamos com uma sombra de poluição.

No Tema Degradação do Verde no Globo, tema que abrange a invasão da agro-industria da soja nas terras do cerrado Brasileiro, o símbolo se inspira na Land Art, perguntando “Onde?” com uma simples interrogação formada por uma plantação de soja.

Para finalizar a produção de arte encontrou Thematic Oppositions, uma fotografia tirada em março 2005 em Anduze, Languedoc-Roussillon, França, por Tiseb. A Land Art aplicada em um bambuzal, que choca o tom de verde amarrado com fitas vermelhas dando um charme em nosso background.

Cisne Negro – Produção de Arte

27/05/2011

O símbolo para Tema foi basicamente baseado em uma das capas do filme.

Impressionismo foi um movimento artístico que surgiu na pintura européia do século XIX. O nome do movimento é derivado da obra Impressão, nascer do sol (1872), de Claude Monet,um dos maiores pintores que já usou o impressionismo.

Os autores impressionistas não mais se preocupavam com os preceitos do Realismo ou da academia. A busca pelos elementos fundamentais de cada arte levou os pintores impressionistas a pesquisar a produção pictórica não mais interessados em temáticas nobres ou no retrato fiel da realidade, mas em ver o quadro como obra em si mesma. A luz e o movimento utilizando pinceladas soltas tornam-se o principal elemento da pintura, sendo que geralmente as telas eram pintadas ao ar livre para que o pintor pudesse capturar melhor as variações de cores da natureza.

Entre os principais expoentes do Impressionismo estão Claude Monet, Edouard Manet, Edgar Degas e Auguste Renoir . Poderemos dizer ainda que Claude Monet foi um dos maiores artistas da pintura impressionista da época.

Orientações Gerais que caracterizam o impressionista:

  • Rompe completamente com o passado.
  • Inicia pesquisas sobre a óptica / efeitos (ilusões) ópticas.
  • É contra a cultura tradicional.
  • Pertence a um grupo individualizado.
  • Falam de arte, sociedade, etc: não concordam com as mesmas coisas porém discordam do mesmo.

Vão pintar para o exterior, algo bastante mais fácil com a evolução da indústria, nomeadamente, telas com mais formatos, tubos com as tintas, entre outras coisas.

Os efeitos ópticos descobertos pela pesquisa fotográfica, sobre a composição de cores e a formação de imagens na retina do observador, influenciaram profundamente as técnicas de pintura dos impressionistas.

Eles não mais misturavam as tintas na tela, a fim de obter diferentes cores, mas utilizavam pinceladas de cores puras que colocadas uma ao lado da outra, são misturadas pelos olhos do observador, durante o processo de formação da imagem.

Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) foi um gravurista, pintor e escultor francês. Embora seja muito conhecido pelas suas pinturas, majoritariamente de carisma impressionista, é igualmente relembrado como gravurista. Muitos dos seus trabalhos se conservam hoje no Museu de Orsay, na cidade de Paris, onde o artista nasceu e faleceu.

As famosas bailarinas que o tornaram um pintor de renome. Desta série que perdurou ao longo do final do seu glorioso percurso artístico, as mais famosas pinturas são, sem dúvida, A primeira bailarina e A aula de dança. Nestes trabalhos o francês aplicou-se vivamente nos tons vibrantes, que vigoraram vulgarmente ao longo da sua vida. Porém, durante este período os seus trabalhos tornaram-se muito expressivos, alarmantes, assustadores. Veja-se o caso do primeiro. A bailarina parece que voa e o ambiente em torno dela é inspirador e implacável. Um quadro vivo, uma obra-prima inquestionável, e brilha em nosso Background.


NOM I – Vítimas Monarcas da Indústria do Entretenimento – Produção de Arte

29/04/2011

Op art é um termo usado para descrever a arte que explora a falibilidade do olho e pelo uso de ilusões ópticas.


A expressão “op-art” vem do inglês (optical art) e significa “arte óptica”. Defendia para arte “menos expressão e mais visualização”. Apesar do rigor com que é construída, simboliza um mundo mutável e instável, que não se mantém nunca o mesmo.


Os trabalhos de op art são em geral abstratos, e muitas das peças mais conhecidas usam apenas o preto e o branco. Quando são observados, dão a impressão de movimento, clarões ou vibração, ou por vezes parecem inchar ou deformar-se.


Apesar de ter ganho força na metade da década de 1950, a Op Art passou por um desenvolvimento relativamente lento. Ela não tem o ímpeto atual e o apelo emocional da Pop Art; em comparação, parece excessivamente cerebral e sistemática, mais próxima das ciências do que das humanidades. Por outro lado, suas possibilidades parecem ser tão ilimitadas quanto as da ciência e da tecnologia.


A razão da Op Art é a representação do movimento através da pintura apenas com a utilização de elementos gráficos. A alteração das cidades modernas e o sofrimento do homem com a alteração constante em seus ritmos de vida também são uma preocupação constante. A vida rápida das cidades contribuiu para a percepção do movimento como elemento constituinte da cultura visual do artista. Outro fator fundamental para a criação da Op Art foi a evolução da ciência, que está presente em praticamente todos os trabalhos, baseando-se principalmente nos estudos psicológicos sobre a vida moderna e da Física sobre a Óptica.


E por que este estilo artistico figura neste tema? É basico, já que os pilares do estilo estão na ilusão de ótica e na falibilidade dos olhos, representando com seus movimentos disformes e ilusórios que a instablidade do mundo é o padrão de normalidade.


A OP Arte é exposta na ótica cética daqueles que desacreditam nas Teorias da Nova Ordem Mundial.

OP Arte

OP Arte

O Símbolo segue a linha do preto e branco, mas não está dentro do estilo OP Arte. Este símbolo tem em sua concepção o entretenimento e a sociedade secreta Iluminati como sua base. Ambigramas destacam o Simbolo, que busca representar com elementos reconhecidos o obscuro da indústria do entretenimento com a vertente teorica da conspiração A Nova Ordem Mundial.

O Background é uma Op-art Spiral o movimento que apenas os olhos furtam em ver são o charme deste estilo de arte. E a Side bar do titulo também estilizada renova a cara do nosso blog para recebermos em grande estilo o novo tema.

Fonte: Wikipédia





O Poder da Intuição – Produção de Arte

04/04/2011

 

A arte abstrata ou abstracionismo é geralmente entendido como uma forma de arte (especialmente nas artes visuais) que não representa objetos próprios da nossa realidade concreta exterior. Ao invés disso, usa as relações formais entre cores, linhas e superfícies para compor a realidade da obra, de uma maneira “não representacional”. Surge a partir das experiências das vanguardas européias, que recusam a herança renascentista das academias de arte, em outras palavras, a estética greco-romana. A expressão também pode ser usada para se referir especificamente à arte produzida no início do século XX por determinados movimentos e escolas que genericamente encaixam-se na arte moderna.

O abstraccionismo divide-se em duas tendências: Abstracionismo lírico e Abstracionismo geométrico.

Obra de Joan Miró

Este estilo de arte torna-se parte do Tema proposto em O Poder da Intuição, pois  o abstracionismo lírico ou abstracionismo expressivo inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária ligada a uma “necessidade interior”. Enquanto o abstracionismo geométrico é representado pela racionalização, análise intelectual e científica, ou seja, o oposto da Intuição. Tendo sido influenciado pelo expressionismo, mais propriamente no Der Blaue Reiter. Aparece como reação às grandes revoluções do século.

O jogo de formas orgânicas e as cores vibrantes não eram muito patentes; mas também a linha de contorno sobressaía nesta arte que era muito figurativa.

Muitas artes naquela época procuravam se expressar por meio de música, sons. Mas o abstracionismo tinha o objetivo de se expressar por meio de desenhos abstratos, de forma figurativa. É desta forma que o abstracionismo lírico pretende igualar ou mesmo superar a música, transformando manchas de cor e linhas em idéias e simbolismos subjetivos.

Wassily Kandinsky foi o mentor deste género, utilizando cores puras em pinceladas rápidas, tensas e violentas. na década de 1910 Kandinsky desenvolve seus primeiros estudos não figurativos, fazendo com que seja considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata. Algumas das suas obras desta época, como “murnau – Jardim 1″ (1910) e “Grüngasse em Murnau” (1909) mostram a influência dos Verões que Kandinsky passava em Murnau nessa época, notando-se um crescente abstracionismo nas suas paisagens.

O Símbolo do Tema é o Olho Esquerdo de Hórus, que representa a informação estética abstrata, controlada pelo hemisfério direito do cérebro. Lida com pensamentos e sentimentos e é responsável pela intuição. Ele aborda o universo de um modo feminino. Nós usamos o Olho Esquerdo, de orientação feminina, o lado direto do cérebro, para os sentimentos e a intuição. Plasticamente decorado com uma obra abstrata de Kandinsky.

Desta vez estamos utilizando um cabeçalho também inserido dentro da produção de arte.  Nosso tradicional side bar foi estilizado em uma obra abstrata de Kandisnsky.

Joan Miró i Ferrà foi um importante escultor e pintor surrealista catalão. Miró figura nosso background, pois ficou muito conhecido pela sua arte abstrata surrealista com flertes no abstrato expressionista. A tela de Miró que ilustra nosso background é The Singing Fish.

 


“Antes de tomar corpo e tornar-se acessível aos sentidos humanos, a obra já existe em abstrato. Para a necessária materialização, qualquer meio é bom, tanto a lógica, como a intuição.Wassily Kandinsky


Surplus: Terrorized Into Being Consumers – Produção de Arte

22/02/2011

A nova temática dos Iluministas evidenciará o consumismo e suas grandes mazelas, propondo ao grupo uma nova forma de pensar sobre o nossa própria cultura de consumo.

Desta forma, a Produção de Arte se incube de ilustrar o tema evidenciando um estilo artístico contemporâneo, repleto de cor, forma e marketing.

A Pop art (ou Arte pop) é um movimento artístico surgido na década de 1950 no Reino Unido e nos Estados Unidos. Nas décadas de 60 e 70 ocorre o ápice do movimento, cuja figura de maior destaque foi o americano Andy Warhol. O termo foi cunhado em 1956 pelo crítico britânico Laurence Alloway. A Pop art propunha que se admitisse a crise da arte que assolava o século XX e pretendia demonstrar com suas obras a massificação da cultura popular capitalista. Procurava a estética das massas, tentando achar a definição do que seria a cultura pop, aproximando-se do que costuma chamar de kitsch. Diz-se que a Pop art é o marco de passagem da modernidade para a pós-modernidade na cultura ocidental.

Theodor W. Adorno e Max Horkheimer, nos anos 20, cunharam o termo Indústria cultural. O conceito analisa a produção e a função da cultura no capitalismo e relaciona cultura como mercadoria para satisfazer a utilidade do público. Em meados da década de 60 os artistas, por sua vez, defendem uma arte moderna, irreal, que se comunique diretamente com o público por meio de signos e símbolos retirados do imaginário que cerca a cultura de massas e a vida cotidiana. A defesa do popular traduz uma atitude artística adversa ao hermetismo da arte moderna. Nesse sentido, esse movimento se coloca na cena artística como um dos movimentos que recusa a separação arte/vida. Com o objetivo da crítica irônica ao bombardeamento da sociedade capitalista pelos objetos de consumo da época, ela operava com signos estéticos de cores inusitadas massificados pela publicidade e pelo consumo, usando como materiais principais: gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, como de uma escala de cinquenta para um, transformando o real em hiper-real.


A Pop Arte vai buscar na publicidade e comerciais ícones para simbolizar esta arte produto que ela diz que a massa deve consumir. Nenhum ícone seria mais representativo que a marca que se tornou maior representante do marketing publicitário, a Coca-Cola. A garrafa, a marca as cores, e toda arte de seus comerciais e de sua imagem como um todo serviu de símbolo e diversos artistas da pop arte fizeram sua arte uma coca-cola a ser consumida. E também ela dá forma ao símbolo de nossa temática.

Fonte: Wikipédia


Andar com Fé – Produção de Arte

27/01/2011

Já estamos disponibilizando no blog a nova temática a ser estudada pelo Grupo.

Andar com Fé desafiou nossos conhecimentos de arte. A princípio sempre em nossa cabeça ao falar de Fé, vamos correr o risco de achar que o melhor Estilo a ilustrar a nossa Produção de Arte será o Barroco.

Por mais que o Barroco seja repleto da temática sacra e religiosa, a temática Fé sobressalta o universo religioso, o que nos deixou de cabelo em pé para nos produzir artisticamente.

Assim, pensamos em expor uma gama de estilos, porém, que não conseguimos encaixar com bom gosto, conteúdo e tema ao mesmo tempo.

Então nos deparamos, com um estilo de arte que foi mais expressivo na arquitetura do que nas outras artes, quando vimos a magnitude da beleza da Catedral de Notre Dame em Paris. O Gótico designa uma fase da história da  arte ocidental, identificável por características muito próprias de contexto social, político e religioso em conjugação com valores estéticos e filosóficos e que surge como resposta à austeridade do estilo românico.

A arquitetura, em comunhão com a religião, vai formar o eixo de maior relevo deste movimento e vai cunhar profundamente todo o desenvolvimento estético. Mesmo que a religiosidade não seja a temática real, quando se fala de Fé, a arte que deu um conceito filosófico, político e social ao tempo das Catedrais, pode ser representativo deste tema que abrange não apenas um estilo de arte, mas toda cultura humana.

O termo gótico vai ser referido pela primeira vez por Giorgio Vasari, considerado o fundador da história da arte. Aos olhos deste autor e dos seus contemporâneos, a arte da Idade Média, especialmente no campo da arquitectura, é o oposto da perfeição, é o obscuro e o negativo, relacionando-a neste ponto com os Godos, povo que semeou a destruição na Roma antiga em 410. Vasari cria assim o termo gótico com fortes conotações pejorativas, designando um estilo somente digno de bárbaros e vândalos, mas que nada tem a ver com os antigos povos germânicos (visigodos e ostrogodos).

Somente alguns séculos mais tarde, durante o romantismo nas primeiras décadas do século XIX, vai ser valorizada a filosofia estética do gótico. A arte volta-se novamente para o passado, mas agora para o período misterioso e desconhecido da Idade Média. Goethe, também fascinado pela imponência das grandes catedrais góticas na Alemanha, vai acabar por ajudar ao impulso desta redescoberta da originalidade do período gótico, exprimindo as emoções que lhe são despertas ao admirar os gigantes edifícios de pedra. Neste momento nasce o neogótico que define e expande o gosto pela utilização de elementos decorativos góticos e que reconhece pela primeira vez as diferenças artísticas que separam o estilo românico do gótico.

O nosso Background exibe a suntuosidade da Sainte-Chapelle, uma capela gótica situada na Ilha de la Cité em Paris. Os aspectos mais belos e notáveis da construção, considerados os melhores do seu género em todo o mundo, são os seus vitrais emoldurados por um delicado trabalho em pedra, com rosáceas acrescentadas à capela superior no século XV. Não existe nenhuma menção direta ao arquiteto, mas o nome de Pierre de Montreuil, que reconstruiu a abside da Abadia Real de Saint-Denis e completou a fachada de Notre Dame, é por vezes associado ao projeto.

Nossa produção de Arte, também pode entender que a Arte em  Vitral apresenta filosoficamente uma pintura com luzes ao invés da tinta. E que presencia silenciosamente os grandes momentos de Fé daquelas pessoas que visualizam os grandes ‘quadros de luz’ expostos em belíssimas Catedrais.

A pintura durante o período gótico era praticada em quatro principais ofícios: afrescos, painéis, iluminura de manuscritos e vitrais. Os afrescos continuaram a ser utilizados como o principal ofício pictográfico narrativo nas paredes de igrejas no sul da Europa como continuação de antigas tradições cristãs e românicas. No norte, os vitrais foram os mais difundidos até ao século XV. A pintura de painéis começou na Itália no século XIII e espalhou-se pela Europa, tornando-se a forma dominante no século XV, ultrapassando mesmo os vitrais. A iluminura de manuscritos representa o mais completo registo da pintura gótica, fornecendo um registro de estilos em locais onde não sobreviveu nenhum outro trabalho. A pintura a óleo em lona não se tornou popular até aos séculos XV e XVI e foi um dos ofícios característicos da arte renascentista. No começo do período gótico, a arte era produzida principalmente com fins religiosos. Muitas pinturas eram recursos didáticos que faziam o cristianismo visível para uma população analfabeta; outras eram expostas como ícones, para intensificar a contemplação e a prece. Os primeiros mestres do gótico preservaram a memória da tradição bizantina, mas também criaram figuras persuasivas, com perspectiva e com um maravilhoso apuro no traço.

Destacamos uma tela de Gentile da Fabriano que representa o gótico internacional, A Adoração dos Magos, encomendada por Palla Strozzi, o homem mais rico de Florença, para a igreja da Santa Trinità. E que representa também, é claro,  a Fé.

Jeitinho Brasileiro – Produção de Arte

17/01/2011

Este ano vamos trazer uma inovação nas postagens temáticas de Os iluministas.

A Personalização dos Temas, como Background e Estilo das postagens, desenhos e qualquer produção artística conveniente levará uma assinatura de um grande artista que possa de alguma forma se relacionar com o tema.

Esta necessidade vem de encontro com um aprofundamento dos Iluministas na parte Cultural, ampliando os nossos conhecimentos sobre Arte e sua História.

O primeiro Tema de 2011 será O Jeitinho Brasileiro. Nada melhor que seja um grande artista brasileiro.

A Antropofagia propunha a digestão de influências estrangeiras, como no ritual canibal (em que se devora o inimigo com a crença de poder-se absorver suas qualidades), para que a arte nacional ganhasse uma feição mais brasileira.

Ao nos depararmos com uma Liderança temática de alguém “Amaral”, fica bem sugestivo iniciarmos nossa Produção de Arte com a grande Tarsila do Amaral.

Tarsila foi uma pintora e desenhista brasileira e uma das figuras centrais da pintura brasileira e da primeira fase do movimento modernista brasileiro, ao lado de Anita Malfatti. Seu quadro Abaporu, de 1928, inaugura o movimento antropofágico nas artes plásticas.

Abaporu vem de ‘aba’ e ‘poru’ e significa o mesmo que Antropofagia, que vem do grego, antropos (homem) e fagia (comer), ou seja, “homem que come”, em tupi-guarani. Foi pintado em óleo sobre tela para dar de presente de aniversário ao escritor Oswald de Andrade, seu marido na época.Tarsila valorizou o trabalho braçal (corpo grande) e desvalorizou o trabalho mental(cabeça pequena) na obra. Trazemos então como Símbolo de um Jeitinho Brasileiro este homem de cabeça pequena que faz as coisas sem pensar nas consequencias comendo antropofagicamente a civilidade e sua sociedade.

Em Background a Tela Os Operários é um quadro pintado em 1931, e representa o imenso número, e variedade racial das pessoas vindas de todas as partes do Brasil para trabalhar nas fábricas, que começavam a surgir no país. Desta malha étnica é que irá surgir o Jeitinho Brasileiro.

Para finalizar nossa Produção de Arte, a Literatura Nacional também pode nos abrilhantar e representar este tema, com um celebre personagem de uma obra também Modernista de Mario de Andrade, Macunaíma.

A personagem-título, um herói sem nenhum caráter (anti-herói), é um índio que representa o povo brasileiro, mostrando a atração pela cidade grande de São Paulo e pela máquina. A frase característica da personagem é “Ai, que preguiça!”. Como no dialeto indígena o som “aique” significa “preguiça”, Macunaíma seria duplamente preguiçoso. A parte inicial da obra assim o caracteriza: “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite.”

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